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A verdade não muda

7 de jul.
2 min de leitura

A verdade não muda para acompanhar os tempos. Ela permanece a mesma, ainda que o mundo mude ao seu redor. Permanecer fiel à Tradição não é apego ao passado, mas fidelidade ao que a Igreja sempre recebeu, guardou e transmitiu. Enquanto muitos cedem às mudanças, continuamos firmes na certeza de que a fé não se reinventa. O que é verdadeiro não precisa ser adaptado; precisa apenas ser vivido e preservado.


A história da Igreja mostra que a fidelidade à verdade nem sempre é compreendida. Em diferentes épocas, permanecer firme significou enfrentar incompreensões, perseguições, exílios, condenações e até a própria morte. Ainda assim, a verdade jamais deixou de ser verdade por causa disso.


Basta recordar Santo Atanásio, que suportou anos de perseguições e sucessivos exílios por defender a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo contra o arianismo, quando grande parte do mundo parecia ceder ao erro. Séculos depois, Santa Joana d'Arc também experimentou a injustiça ao ser condenada por um tribunal eclesiástico e entregue à morte. Posteriormente, sua condenação foi anulada pela própria Igreja, que reconheceu a injustiça daquele julgamento. Esses episódios recordam que a fidelidade pode ser combatida pelos homens, mas nunca derrotada pela mentira.


Foi para conservar esse tesouro que Dom Marcel Lefebvre deu origem à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, convencido de que a Tradição recebida dos Apóstolos não pertence a uma época, mas a todas as gerações. Da mesma forma, o Missal Romano promulgado por São Pio V permaneceu, durante séculos, como expressão da fé que alimentou incontáveis santos e conduziu almas a Deus.


Em 14 de julho de 1570, o Papa São Pio V promulgou a bula Quo Primum Tempore, oficializando o Missal Romano. Determinou a unificação litúrgica, proibindo a adoção de outros ritos onde não houvesse um uso legítimo mais antigo, concedeu aos sacerdotes o direito perpétuo de celebrar segundo esse Missal sem receio de qualquer censura ou pena e afirmou que esse rito deveria ser preservado para sempre. Para nós, isso não representa apenas um documento histórico, mas a confirmação de que a Tradição recebida não deve ser abandonada nem alterada ao sabor das mudanças de cada época. Preservá-la é permanecer fiel ao tesouro que a Igreja guardou ao longo dos séculos.


A Tradição não é uma lembrança distante nem um costume antigo. É a herança viva da Igreja, transmitida de geração em geração, sem rupturas, sem concessões e sem medo. Permanecer fiel a ela é permanecer fiel a Cristo, o mesmo ontem, hoje e por toda a eternidade.


Eles podem nos perseguir, nos caluniar e nos punir, mas a verdade não deixa de ser verdade por causa disso. A história da Igreja mostra que a fidelidade sempre teve um preço, e cada geração foi chamada a carregar a sua cruz.


Seguiremos firmes, confiando não nas forças humanas, mas nas promessas de Deus. Porque, no fim, como foi anunciado em Fátima, o Imaculado Coração de Maria triunfará!

 
 
 

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E por fim o Coração de Maria Imaculada triunfará e o Sagrado Coração de Jesus Reinará!

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